Antes tudo amparavas sem que qualquer sono sobreviessemesmo quando eram hordas o que passava e não ouvias
e assim te ficavas impunemente
- uma aventura por escrever.
Mas empeçavas em desejos pequenos onde não havia que ensaiar empreender
e talvez que dançasses
talvez até que cair caísses
ou por pântanos perdesses o cansaço
estando ali do lado, e ninguém que te apontaria
- caso nenhum que fosses por resolver.
Agora abres menos do que antes
e pensas
que se viveres absolutamente não terás sonhos, mas outra coisa.
E outra coisa, descobres, é o que já tens.
M. M. B.
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