
‘Como se recorda o que se não recorda?’ é apenas uma pergunta errada. Não dispões de nenhuma lembrança como dispões de uma lógica.
Equivocou-se o Sr. Marc A.. Esquivou-se o Sr. Marc B..
Não podes esquecer, como não podes recordar. És, como uma irritação na memória menos intermutável, um reservado de atenção. Um gajo que berrou, manhã cedo, quando mundo e mãe se lhe cravaram, distintos, íris adentro, de um certo modo e não de outro, mas com maldade, e a quem, ao fim do dia, se insinuará o silêncio deslumbrado e melancólico, recurso último da memória: a morte longamente coreografada do primeiro demónio que, súbito, lembrou.
Ninguém recorda, como ninguém esquece, mesmo se alguém perde a memória.
Equivocou-se o Sr. Marc A.. Esquivou-se o Sr. Marc B..
Não podes esquecer, como não podes recordar. És, como uma irritação na memória menos intermutável, um reservado de atenção. Um gajo que berrou, manhã cedo, quando mundo e mãe se lhe cravaram, distintos, íris adentro, de um certo modo e não de outro, mas com maldade, e a quem, ao fim do dia, se insinuará o silêncio deslumbrado e melancólico, recurso último da memória: a morte longamente coreografada do primeiro demónio que, súbito, lembrou.
Ninguém recorda, como ninguém esquece, mesmo se alguém perde a memória.
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