
Duchamp estava pesaroso como se acabasse de fechar o livro da vida e pela primeira vez todo o seu peso oprimisse o pavimento.
Aquela sensação renovada de peso enterneceu-o, sofreu-a como se tivesse que a memorizar antes da definitiva leveza, como se houvesse aí uma necessidade e a vida adensasse na palavra peso. A leveza que ainda agora pressentira, o seu carácter imperioso, essa em breve o precipitaria com mão pouco afável.
- “Tive uma vida absolutamente maravilhosa” - escreveu.
O seu rosto já não era o de alguém pesaroso, Duchamp levitava. Talvez para que o medo não contaminasse os adolescentes, a quem a morte e a velhice precocemente envergonham. - A leveza, elle a chaud au cul, ainda berrou para o inepto grupo de adeptos e simpatizantes, de cima de uma nuvem. Depois deu o braço a Cossery e pulando de nuvem em nuvem foram ambos a espreitar os deuses.
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