
Que a vida nos aproxime e afaste é uma evidência e as evidências estruturam-se comummente. Mas, ontem, o Sr. T. reviu uma amiga que não já não via há alguns anos e tudo se lhe confundiu. Que velho que eu estou, pensou o Sr. T., os olhos presos na felicidade gasta que agora ali se lhe transfigurava. A que ponto queremos reviver-nos? A bem da verdade, o Sr. T. acercava aquele ténue confim onde o futuro ou esmorece ou rebenta ou nos deixa exactamente na mesma. Ora, quando não há futuro, não há nenhum passado, e então nada para reviver. E quando não reconheceres ninguém? – ainda pensou - mas a questão já não se punha. E nisto pensando, o Sr. T., muitíssimo mais sossegado, prosseguiu de novo no seu inofensivo desvio.
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